Emissora: ITC.
Emissora no Brasil: Tv Tupi.
Ano de Produção: 1968 (30 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: Century 21 Television e Incorporated Television Company.
A Série.

Joe 90 foi uma série de TV criada em 1968 por Sylvia e Gerry Anderson, utilizando exclusivamente bonecos e marionetes dentro de uma técnica desenvolvida por Gerry Anderson e equipe, chamada Supemarionation, para Lew Grade´s ITC Entertainment, pela Century 21 Productions.
Esta nova série de Anderson se caracterizou por apresentar operações de salvamento, organizações mundiais secretas, complicadas engenhocas, terrorismo e ameaças para o mundo inteiro. Na parte técnica, os bonecos ficaram mais precisos e com melhor proporcionalidade em relação à série anterior chamada, Captain Scarlet and the Mysterons, apesar de muitos dos bonecos serem re-utilizados, com exceções do Captain Scarlet, Capitão Blue e da Tenente Green.
Também alguns outros bonecos foram construídos, incluindo Joe e Mac e muitos bonecos tiveram versões com aparências mais bronzeadas para retratar pessoas mais morenas. O estilo mais violento e escuro que já havia em Captain Scarlet também foi continuado em Joe 90. Um exemplo disso ocorreu quando o professor McClaine foi seqüestrado, amarrado e ameaçado, com uma broca, no episódio "Project 90".
Isso demonstrava claramente que os enredo eram impróprios para um menino de nove anos. Também era permitido ao nosso herói, ainda menino, se infiltrar em locais perigosos e sem despertar suspeitas. Para acrescentar mais realismo, a voz de Joe foi interpretada pelo ator-mirim Len Jones, em lugar de uma atriz, como era normalmente feito nas outras séries. Mac foi sonorizado por Rupert Davies e Sylvia Anderson emprestou sua voz para Mrs. Harris.
A série também insinuava que a Guerra Fria não mais existia no século 21, mas muitas cenas mostravam o contrário, como na cena em que Joe rouba um avião de guerra russo, assim como os vilões que apresentavam caracteres freqüentemente eslavos. As músicas do espetáculo ficaram ao cargo de Barry Gray, que também compôs músicas para outras produções de Anderson.
A História.
A história desta série se concentra num garoto de nove anos, chamado Joe, adotado pelo gênio em computação, o Professor Ian McClaine, que inventa um aparelho denominado de B.I.G.R.A.T. (Brain Impulse Galvanoscope Record and Transfer).
O personagem Joe 90 era um garoto inocente e pueril sem seus óculos, mas quando as usava seu comportamento se tornava com um tom adulto, devido a natureza do padrão do cérebro que ele estava usando no momento. Como um menino normal ele se dirigia ao professor como "pai", mas com os óculos ele se dirigia a ele como "Mac". Curiosamente, não era incomum nas escolas britânicas, nos anos sessenta, chamar um garoto inteligente de Joe 90. Esse mesmo apelido também, geralmente era dado, as crianças com problemas visuais, que necessitavam do uso de óculos.
Esse aparelho era um dispositivo que permitia transferir todos os conhecimentos e experiência de uma pessoa, através de um complicado sistema de eletrodos, que armazenavam as informações obtidas num computador e através de ondas cerebrais, podiam ser transferidas para uma segunda pessoa.
Um amigo do professor chamado Sam Loover, que na realidade era um agente secreto que trabalhava para uma organização secreta chamada WIN (Word Intelligence Network), ao tomar conhecimento do aparelho, consegue persuadir o professor a deixar o seu filho Joe a usar o aparelho e assim trabalhar para a WIN.
Depois que Joe adquire as habilidades após a transferência, ele consegue a voar em poderosos jatos, executar cirurgias, e assim por diante, enquanto passa por um garoto inocente diante de seus inimigos.
O maior problema de todo esse sistema era que Joe precisava se manter em contato permanente com a máquina, para não perder os conhecimentos e isso foi resolvido com o uso de um par de óculos especiais, que o conectavam via rádio. Assim Joe, juntamente com a organização WIN, passa a vivenciar várias aventuras tentando preservar a paz no mundo.
No Brasil.
No Brasil esta série foi apresentada pela TV Tupi, na década de 70.
Dubladores Originais
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Len Jones ... Joe McClaine
Rupert Davies ... Professor Ian "Mac" McClaine
Sylvia Anderson ... Ada Harris
David Healy ... Shane Weston
Keith Alexander ... Sam Loower
Shane Rimmere ... Cientista Kelly da Win
Fonte:http://www.infantv.com.br
Vingadores do Espaço (Maguma Taishi/1966-67/Jap/Cor)
Gênero: Tokusatsu/Aventura
Produtora: P-Productions / Kamuima Productions
Criação: Osamu Tezuka
Elenco: Tetsuya Uozumi (Goldar), Shigeko Mise (Silvar), Hideki Ninomiya (Gam), Toshio Egi (Mikko), Masami Okada (Tom Mura), Tohru Ohira (Rodak), Yuan Shimizu (Metusen)
Formato: 52 episódios de 27 minutos de duração em 1 temporada
Dublagem: Cine Castro/RJ e SP
Distribuição no Brasil: Teleshow
Exibição: Fuji TV (Japão), TV Tupi (Brasil), TV Record (Brasil), TV Bandeirantes (Brasil)
A estreia da série aconteceu em 4 de julho de 1966, pela Fuji Television, com o título de Maguma Taishi (Embaixador Magma). Foi exibida no Japão até 25 de setembro de 1967, somando 52 episódios e ficando marcada como a primeira série em cores da tevê japonesa. Seis dias depois, a mesma Fuji TV estrearia Ultraman (Tsuburaya Productions), também em cores.No Brasil, Vingadores do Espaço alcançou grande sucesso, graças a uma grande campanha de marketing para televisores a cores. A TV Tupi foi a responsável pela estreia da série no Brasil, em 1973, no Programa do Capitão Aza, ao lado de Super Robin Hood, O Jovem Sansão, Ben, o Urso Amigo, Tarô Kid, Anjo do Espaço, Homem-Aranha, entre outros. A série reestreou pela TV Record, já no fim dos anos 70, e a última reprise aconteceu na metade dos anos 80, pela TV Bandeirantes.
Temporada Única (1966/67)
01 - Rodak
02 - A Ameaça Subterrânea
03 - Ataque de Molesaurus
04 - A Bomba
05 - Birdaurus: Terror do céu
06 - A Besta Voadora
07 - A Criatura Victorious
08 - O Horror Alado
09 - O Terrível Homem Lugo
10 - Zandosis Ataca
11 - A Criatura Mamute
12 - A Armadilha
13 - A Super Criatura de Calor
14 - Taron
15 - Terror no Espaço
16 - Luta de Titãs
17 - Ataque de Renautis
18 - O Monstro do Terror
19 - A Droga da Morte
20 - O Conflito
21 - Desafio do Grande Noronda
22 - O Terror da Agitação
23 - A Criatura Selvagem
24 - Batalha Contra Behemoths
25 - Invasores de um Planeta Longínqüo
26 - Visita Surpresa
27 - Gor contra a Terra
28 - O Fim de Vacuma
29 - A Cidade Destruída
30 - Terror de Leste a Oeste
31 - Gorda
32 - A Grande Colisão
33 - Os Mini-Seres
34 - Ataque das Plantas
35 - Uma Armadilha para Goldar
36 - Os Insetos
37 - Em Direção a Horonda
38 - Explosão
39 - Desastre Instantâneo
40 - A Embreagem de Klaw
41 - O Choque de Gahna
42 - O Mergulho
43 - A Arma Extra Terrestre
44 - Quatro Milhões de Volts
45 - O Fantástico Gonda
46 - Batalha Final
47 - O Grande Movimento de Lodi
48 - Sopro de Martelo
49 - A Invasão de Rada
50 - Fúria no Espaço
51 - A Criatura Mais Poderosa de Todos os Tempos
52 - Prova Final
A Televisão Tupi de São Paulo, canal 3, foi a primeira emissora de televisão do Brasil, fundada em 18 de setembro de 1950 por Assis Chateaubriand. Fazia parte do Grupo Diários Associados. Assis Chateaubriand presidiu a cerimômia que contou com a participação de um frade cantor mexicano, Frei José Mojica, que entoou "A canção da TV", hino composto especialmente para a ocasião. Um balé de Lia Marques e declamação da poetisa Rosalina Coelho Lisboa, nomeada madrinha do "moderno equipamento" fizeram parte do show. A jovem atriz Yara Lins foi convocada especialmente para dizer o prefixo da emissora — PRF-3 — e o de uma série de rádios que transmitiam em cadeia o acontecimento. A seguir entrou a programação na tela dos cinco aparelhos instalados no saguão do prédio dos Diários Associados.
A TV Tupi dos primeiros anos era uma verdadeira escola. Dois dias depois da primeira emissão, em 20 de setembro de 1950, estreou o primeiro programa humorístico, chamado Rancho Alegre com Mazzaropi. Aos poucos, outros programas ganharam forma: o primeiro telejornal, a primeira telenovela.
O programa TV de Vanguarda revelou a primeira geração de atores, atrizes e diretores. Foram apresentadas peças como Hamlet, de Shakespeare, e Crime e Castigo, de Dostoiévski. Alguns programas dos primeiros tempos da TV Tupi tornaram-se campeões de audiência e permanência no ar: Alô Doçura, Sítio do Picapau Amarelo, O céu é o limite, Clube dos Artistas (que existiu de 1952 a 1980) e o famoso telejornal Repórter Esso (que ficou dezoito anos no ar).
A telenovela foi uma invenção da TV Tupi, que as exibia em capítulos semanais e era capaz de ousadias como mostrar beijo na boca. Foi em 1951, na novela "Sua vida me pertence", que Vida Alves deixou-se beijar pelo galã Walter Forster.
No jornalismo a emissora repetiu na tela o sucesso do Repórter Esso, que marcou época no rádio brasileiro a partir de 1941. Os locutores Heron Domingues e Gontijo Teodoro entravam no ar com as últimas noticias nacionais e internacionais ao som de um dos mais famosos prefixos musicais da história do rádio e televisão brasileiros.
Se durante a primeira década de sua existência a Tupi foi líder absoluta, nos anos 60 as emissoras concorrentes aprimoraram sua programação para lutar pela audiência. Em 1968, a novela "Beto Rockfeller", de Bráulio Pedroso, revoluciona a linguagem da televisão. A partir da figura de um anti-herói, surge um novo estilo de interpretação, mais natural. A TV Tupi revela mais uma geração de talentos.
Também na programação infantil a Tv Tupi se destacou com o Clube do Capitão Aza, criado em 1966, onde clássicos do desenho animado como Speed Racer e séries como Ultraman e Ultraseven foram apresentadas.
Em 16 de julho de 1980, pouco antes de completar 30 anos no ar, a Rede Tupi tem 7 de suas 10 concessões declaradas peremptas (termo juridico que significa "não-renovável") pelo Governo Federal, a decisão foi publicada no Diário Oficial, no dia seguinte. Minutos antes do meio-dia de 18 de julho de 1980, três engenheiros do Departamento Nacional de Telecomunicações então (Dentel) subiram ao décimo andar do edifício-sede da TV Tupi de São Paulo, na avenida Professor Alfonso Bovero nº 52, no bairro do Sumaré, e lacraram o transmissor da emissora. Saíam também do ar a TV Tupi do Rio, a TV Itacolomi, de Belo Horizonte, a TV Marajoara de Belém, a TV Piratini de Porto Alegre, a TV Ceará de Fortaleza, e a TV Rádio Clube do Recife.
Um delegado da Polícia Federal e mais quatro agentes davam proteção aos engenheiros. Era o fim da TV Tupi. A emissora saía do ar exatamente 29 anos e dez meses depois de sua inauguração.
Permanece, entretanto, um acervo de duzentos mil rolos de filmes, 6.100 fitas de videotape e textos de telejornais que contam 30 anos de muitas histórias do Brasil e do mundo.
Das 7 concessões declaradas peremptas, a última que saiu do ar foi a Tupi do Rio. No dia 17 de julho, os funcionários da estação iniciaram uma vigília de 18 horas, comandada pelo apresentador Jorge Perlingeiro, com o objetivo de impedir que o canal 6 carioca fosse fechado. Várias personalidades, como o cantor Agnaldo Timóteo e o humorista Costinha deram apoio aos funcionários. Mas nada adiantou. Às 12:36 de 18 de julho, logo após a exibição de um video da missa do Papa João Paulo II realizada no Aterro do Flamengo e a leitura, feita pelo ator e locutor Cévio Cordeiro, de uma mensagem dirigida ao presidente João Figueiredo pedindo para que a estação não fosse fechada, o sinal da TV Tupi do Rio de Janeiro era definitivamente cortado. Durante o video e a mensagem citados, os funcionários puseram na tela os dizeres "Até Breve, Telespectadores Amigos. Rede Tupi".
Os Diários Associados ganharam na Justiça em 1998 ação indenizatória contra o Governo Federal, e terão de ser indenizados pela intervenção que resultou na perda de 5 dos 7 canais das Emissoras Associadas, que não enfrentavam dificuldades financeiras na época. Somente a TV Tupi de São Paulo e a TV Tupi do Rio estavam com salários atrasados. No caso do canal 6 carioca, boa parte de suas contas eram pagas pela Super Rádio Tupi do Rio, uma vez que a rádio e a TV faziam parte da mesma razão social(S/A Rádio Tupi). Na época, a lei previa que o governo federal teria de nomear um interventor para assumir a administração das empresas em dificuldades, afastando com isso os seus controladores, que a levaram a crise que estavam enfrentado, e somente em caso de falência, que não houve, é que caberia a decisão que foi tomada, o que não era o caso de TV Tupi de São Paulo, e nem da TV Tupi do Rio, pois seus patrimônios, imóveis , equipamentos, instalações, etc., cobriam as dívidas existentes.
Terminava assim a primeira emissora de televisão do Brasil.
Geradoras da Rede Associada
TV Tupi (PRF-3)/São Paulo - Canal 3 (a partir de 1960, Canal 4)
TV Tupi (PRG-3)/Rio de Janeiro - Canal 6
Outras emissoras próprias
TV Brasília/Brasília - Canal 6
TV Itacolomi/Belo Horizonte - Canal 4
TV Itapoan/Salvador - Canal 5
TV Marajoara/Belém - Canal 2
TV Piratini/Porto Alegre - Canal 5
TV Rádio Clube de Goiânia/Goiânia - Canal 4
TV Rádio Clube de Fortaleza/Fortaleza - Canal 2
TV Rádio Clube de Recife/Recife - Canal 6
TV Vitória/Vitória - Canal 6
TV Borborema/Campina Grande - Canal 9
Emissoras afiliadas
TV Sentinela/Óbidos-PA - Canal 7 (atual Band)
TV Paraná/Curitiba - Canal 6 (atual TV JB)
TV Iguaçu/Curitiba - Canal 4(de 1978 a 1980) (atual SBT)
TV Cultura/Florianópolis - Canal 6 (atual Rede Record)
TV Uberaba/Uberaba-MG - Canal 7 (atual Band)
TV Equatorial/Macapá/AP - Canal 8 (atual Record News)
TV Tibagi/Apucarana-PR - Canal 11 (atual SBT)
TV Coroados/Londrina-PR - Canal 3 (atual Rede Globo/RPC)
TV Rio Preto/São José do Rio Preto-SP - Canal 8 (atual canal 7 Rede Record)
TV Esplanada/Ponta Grossa-PR - Canal 7 (atual Rede Globo/RPC)
TV Coligadas/Blumenau-SC - Canal 3 (atual Rede Globo/RBS)
TV Montes Claros/Montes Claros-MG - Canal 4 (atual Rede Globo/InterTV)
TV Altamira/Altamira-PA - Canal 6 (atual Rede Record)
TV Atalaia/Aracaju-SE - Canal 8 (atual Rede Record)
TV Baré/Manaus-AM - Canal 4 (atual Rede Record)
Parte dessas emissoras foram distribuidas às concessões do SBT e Rede Manchete, a partir de 1981
As concessões da Rede Manchete atualmente pertencem à RedeTV!, desde 1999
Já as outras emissoras, foram compradas por outros grupos como CNT e Rede Record.
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A Televisão Tupi de São Paulo, canal 3, foi a primeira emissora de televisão do Brasil, fundada em 18 de setembro de 1950 por Assis Chateaubriand. Fazia parte do Grupo Diários Associados. Assis Chateaubriand presidiu a cerimômia que contou com a participação de um frade cantor mexicano, Frei José Mojica, que entoou "A canção da TV", hino composto especialmente para a ocasião. Um balé de Lia Marques e declamação da poetisa Rosalina Coelho Lisboa, nomeada madrinha do "moderno equipamento" fizeram parte do show. A jovem atriz Yara Lins foi convocada especialmente para dizer o prefixo da emissora %4 PRF-3 %4 e o de uma série de rádios que transmitiam em cadeia o acontecimento. A seguir entrou a programação na tela dos cinco aparelhos instalados no saguão do prédio dos Diários Associados.
A TV Tupi dos primeiros anos era uma verdadeira escola. Dois dias depois da primeira emissão, em 20 de setembro de 1950, estreou o primeiro programa humorístico, chamado Rancho Alegre com Mazzaropi. Aos poucos, outros programas ganharam forma: o primeiro telejornal, a primeira telenovela.
O programa TV de Vanguarda revelou a primeira geração de atores, atrizes e diretores. Foram apresentadas peças como Hamlet, de Shakespeare, e Crime e Castigo, de Dostoiévski. Alguns programas dos primeiros tempos da TV Tupi tornaram-se campeões de audiência e permanência no ar: Alô Doçura, Sítio do Picapau Amarelo, O céu é o limite, Clube dos Artistas (que existiu de 1952 a 1980) e o famoso telejornal Repórter Esso (que ficou dezoito anos no ar).
A telenovela foi uma invenção da TV Tupi, que as exibia em capítulos semanais e era capaz de ousadias como mostrar beijo na boca. Foi em 1951, na novela "Sua vida me pertence", que Vida Alves deixou-se beijar pelo galã Walter Forster.
No jornalismo a emissora repetiu na tela o sucesso do Repórter Esso, que marcou época no rádio brasileiro a partir de 1941. Os locutores Heron Domingues e Gontijo Teodoro entravam no ar com as últimas noticias nacionais e internacionais ao som de um dos mais famosos prefixos musicais da história do rádio e televisão brasileiros.
Se durante a primeira década de sua existência a Tupi foi líder absoluta, nos anos 60 as emissoras concorrentes aprimoraram sua programação para lutar pela audiência. Em 1968, a novela "Beto Rockfeller", de Bráulio Pedroso, revoluciona a linguagem da televisão. A partir da figura de um anti-herói, surge um novo estilo de interpretação, mais natural. A TV Tupi revela mais uma geração de talentos.
Também na programação infantil a Tv Tupi se destacou com o Clube do Capitão Aza, criado em 1966, onde clássicos do desenho animado como Speed Racer e séries como Ultraman e Ultraseven foram apresentadas.
Em 16 de julho de 1980, pouco antes de completar 30 anos no ar, a Rede Tupi tem 7 de suas 10 concessões declaradas peremptas (termo juridico que significa "não-renovável") pelo Governo Federal, a decisão foi publicada no Diário Oficial, no dia seguinte. Minutos antes do meio-dia de 18 de julho de 1980, três engenheiros do Departamento Nacional de Telecomunicações então (Dentel) subiram ao décimo andar do edifício-sede da TV Tupi de São Paulo, na avenida Professor Alfonso Bovero nº 52, no bairro do Sumaré, e lacraram o transmissor da emissora. Saíam também do ar a TV Tupi do Rio, a TV Itacolomi, de Belo Horizonte, a TV Marajoara de Belém, a TV Piratini de Porto Alegre, a TV Ceará de Fortaleza, e a TV Rádio Clube do Recife.
Um delegado da Polícia Federal e mais quatro agentes davam proteção aos engenheiros. Era o fim da TV Tupi. A emissora saía do ar exatamente 29 anos e dez meses depois de sua inauguração.
Permanece, entretanto, um acervo de duzentos mil rolos de filmes, 6.100 fitas de videotape e textos de telejornais que contam 30 anos de muitas histórias do Brasil e do mundo.
Das 7 concessões declaradas peremptas, a última que saiu do ar foi a Tupi do Rio. No dia 17 de julho, os funcionários da estação iniciaram uma vigília de 18 horas, comandada pelo apresentador Jorge Perlingeiro, com o objetivo de impedir que o canal 6 carioca fosse fechado. Várias personalidades, como o cantor Agnaldo Timóteo e o humorista Costinha deram apoio aos funcionários. Mas nada adiantou. Às 12:36 de 18 de julho, logo após a exibição de um video da missa do Papa João Paulo II realizada no Aterro do Flamengo e a leitura, feita pelo ator e locutor Cévio Cordeiro, de uma mensagem dirigida ao presidente João Figueiredo pedindo para que a estação não fosse fechada, o sinal da TV Tupi do Rio de Janeiro era definitivamente cortado. Durante o video e a mensagem citados, os funcionários puseram na tela os dizeres "Até Breve, Telespectadores Amigos. Rede Tupi".
Os Diários Associados ganharam na Justiça em 1998 ação indenizatória contra o Governo Federal, e terão de ser indenizados pela intervenção que resultou na perda de 5 dos 7 canais das Emissoras Associadas, que não enfrentavam dificuldades financeiras na época. Somente a TV Tupi de São Paulo e a TV Tupi do Rio estavam com salários atrasados. No caso do canal 6 carioca, boa parte de suas contas eram pagas pela Super Rádio Tupi do Rio, uma vez que a rádio e a TV faziam parte da mesma razão social(S/A Rádio Tupi). Na época, a lei previa que o governo federal teria de nomear um interventor para assumir a administração das empresas em dificuldades, afastando com isso os seus controladores, que a levaram a crise que estavam enfrentado, e somente em caso de falência, que não houve, é que caberia a decisão que foi tomada, o que não era o caso de TV Tupi de São Paulo, e nem da TV Tupi do Rio, pois seus patrimônios, imóveis , equipamentos, instalações, etc., cobriam as dívidas existentes.
Terminava assim a primeira emissora de televisão do Brasil.
Geradoras da Rede Associada
TV Tupi (PRF-3)/São Paulo - Canal 3 (a partir de 1960, Canal 4)
TV Tupi (PRG-3)/Rio de Janeiro - Canal 6
Outras emissoras próprias
TV Brasília/Brasília - Canal 6
TV Itacolomi/Belo Horizonte - Canal 4
TV Itapoan/Salvador - Canal 5
TV Marajoara/Belém - Canal 2
TV Piratini/Porto Alegre - Canal 5
TV Rádio Clube de Goiânia/Goiânia - Canal 4
TV Rádio Clube de Fortaleza/Fortaleza - Canal 2
TV Rádio Clube de Recife/Recife - Canal 6
TV Vitória/Vitória - Canal 6
TV Borborema/Campina Grande - Canal 9
Emissoras afiliadas
TV Sentinela/Óbidos-PA - Canal 7 (atual Band)
TV Paraná/Curitiba - Canal 6 (atual TV JB)
TV Iguaçu/Curitiba - Canal 4(de 1978 a 1980) (atual SBT)
TV Cultura/Florianópolis - Canal 6 (atual Rede Record)
TV Uberaba/Uberaba-MG - Canal 7 (atual Band)
TV Equatorial/Macapá/AP - Canal 8 (atual Record News)
TV Tibagi/Apucarana-PR - Canal 11 (atual SBT)
TV Coroados/Londrina-PR - Canal 3 (atual Rede Globo/RPC)
TV Rio Preto/São José do Rio Preto-SP - Canal 8 (atual canal 7 Rede Record)
TV Esplanada/Ponta Grossa-PR - Canal 7 (atual Rede Globo/RPC)
TV Coligadas/Blumenau-SC - Canal 3 (atual Rede Globo/RBS)
TV Montes Claros/Montes Claros-MG - Canal 4 (atual Rede Globo/InterTV)
TV Altamira/Altamira-PA - Canal 6 (atual Rede Record)
TV Atalaia/Aracaju-SE - Canal 8 (atual Rede Record)
TV Baré/Manaus-AM - Canal 4 (atual Rede Record)
Parte dessas emissoras foram distribuidas às concessões do SBT e Rede Manchete, a partir de 1981
As concessões da Rede Manchete atualmente pertencem à RedeTV!, desde 1999
Já as outras emissoras, foram compradas por outros grupos como CNT e Rede Record.
O Capitão AZA, é assim mesmo com Z, comandava a gurizada. AZA era um experiente piloto da FAB. Em plena ditadura militar, o personagem foi criado como homenagem a um falecido herói da FAB, chamado Azambuja, que lutou na Segunda Guerra Mundial, conhecido por AZA entre os colegas do Circo Bombril.
A chamada:
“… Alô, alô Sumaré! Alô, alô Embratel! Alô, alô Intelsat 4! Alô, alô criançada do meu Brasil!, aqui quem fala é o Capitão Aza, comandante e chefe das forças armadas infantis deste Brasil”. Assim começava o programa do Capitão AZA. Ele era o ídolo da molecada. Programa diário, de segunda a sexta, ficou no ar durante 14 anos, apresentando desenhos animados e séries hoje consideradas clássicos como: A Feiticeira, Jeannie é um Gênio, Speed Racer e Corrida Maluca.
Nota: O apresentador ao mencionar "Sumaré", referia-se à estação da TV Tupi, instalada no morro do Sumaré no Rio de Janeiro. Coincidentemente, em São Paulo, o bairro onde ficavam as instalações da TV Tupi, também era no Sumaré.
Caminhão de externa da TV Tupi no Clube Banespa, para transmitir os "Bailes de Carnaval" que na época eram famosos - 1954
Beto Rockfeller
Uma inovação na televisão brasileira. Enquanto a superprodução era a arma da TV Excelsior para segurar a audiência, a TV Tupi apostava na linha iniciada com Antônio Maria. A idéia inicial da novela foi do então diretor geral da TV Tupi, Cassiano Gabus Mendes. Ele chamou o dramaturgo Bráulio Pedroso para escrever os capítulos, mas como Pedroso era um homem do teatro e pouco entendia sobre televisão, seus textos eram adaptados pelo diretor da novela, Lima Duarte. Cassiano, Bráulio e Lima estavam por trás de uma trama simples, mas que mostrava nova proposta de trabalho para a televisão brasileira.
Beto Rockfeller abandonava a linha de atitudes dramáticas e artificiais que acompanhavam as novelas desde que o gênero havia chegado ao gosto nacional. Na verdade, uma primeira tentativa havia sido feita por Lauro César Muniz em 1966 com Ninguém Crê em mim na TV Excelsior, em que o tom coloquial dos diálogos rompia com os padrões estabelecidos até então. Todavia só mesmo com o trabalho de criação e o posicionamento de modernizar a linha da telenovela, foi possível adaptar o público às novas exigências. Não só os diálogos mudaram. Tudo passou por uma renovação - a estrutura da história principalmente.
O maniqueísmo vigente passa a ser integrante do próprio protagonista; o anti-herói assume os postos até então ocupados por personagens de caráter firme, sensatos, absolutamente honestos e capazes de qualquer proeza para salvar a heroína das adversidades. A sua concepção procurava se aproximar das pessoas comuns; isto é, ter as atitudes boas ou más conforme se apresenta a vida.
Um dos méritos da novela foi dar ao público uma fantasia com gosto de realidade. As notícias que andavam nos jornais da época faziam parte de sua trama. Os fatos mais sensacionais e as fofocas mais quentes eram comentadas por seus personagens.
Beto Rockfeller revolucionou até o modelo de interpretação dos atores, que passou dos exagerados gestos dramáticos para uma forma natural. O próprio Luiz Gustavo fazia questão que o personagem fosse o mais verdadeiro possível. A linguagem era coloquial, os diálogos incorporavam gírias e expressões do cotidiano. Isso fazia com que o público se identificasse com a história. Muitas vezes, os atores improvisavam suas falas, inventando diálogos que não estavam no script, o que também era novo na TV.
Eliminou-se o final de capítulo com "ganchos" forçados. E a direção não se restringiu apenas a marcar os atores em função da câmera. O despojamento dessa marcação provocou a libertação dos atores, no sentido de fazer um trabalho artístico também na televisão.
Outra inovação foi a trilha sonora, que deixou de trazer temas sinfônicos tocados por orquestras e utilizou sucessos pop da época, como os Beatles, Rolling Stones e Bee Gees. No entanto, a trilha sonora da novela não foi lançada comercialmente.
Mas nem tudo foi perfeito em Beto Rockfeller. O sucesso fez com que a emissora "espichasse" sua história, e o autor Bráulio Pedroso, em grande estafa, abandonou provisoriamente a sua obra (foi substituído por três autores liderados por Eloy Araújo). Lima Duarte também ausentou-se, sendo substituído pelo diretor Wálter Avancini. Alguns atores tiraram férias, e muitos dos capítulos eram preenchidos com qualquer "criação" de emergência: um grupo de jovens dançando numa festinha, um personagem caminhando indeciso ou então uma determinada ação, sem diálogos, era acompanhada por alguma música de sucesso. Com uma mudança tão radical, a novela poderia perder audiência, o que não aconteceu.
Tudo o que foi válido serviu de base para as novelas do futuro. Até mesmo as improvisações dentro da falta de organização da época servem de modelo até hoje. Mas, no fundo, se as novelas revolucionavam na sua fórmula, seu conteúdo era mantido o mesmo. Um vaivém em busca da audiência.
Como o protagonista, Luiz Gustavo atingiu o auge de sua popularidade e se consagrou como um grande ator da televisão brasileira.
Devido ao seu alongamento, a novela apresentou alguns personagens efêmeros, que sumiam e desapareciam de acordo com a necessidade da história. Assim surgiu Domingos, dono de uma oficina, que só aparecia de costas e que em pouco tempo morreu. Foi o caso também de Secundino, mordomo na mansão do milionário Otávio (Wálter Forster). Desse personagem o público só conhecia as mãos e a voz misteriosa. Ele também desapareceu sem que seu rosto fosse visto. Tanto Domingos quanto Secundino foram vividos pelo diretor Lima Duarte, que, por sinal, representou pelo menos uns cinco papéis na novela nesse mesmo esquema.
Foi em Beto Rockfeller que a novela recebeu, ainda que em caráter não oficial, o primeiro merchandising. Como Beto bebia muito uísque, Luiz Gustavo fez um acordo com um fabricante de um remédio contra ressaca, o Engov, e faturava cada vez que engolia o produto em cena. O combinado do ator com a empresa do Engov, que estava chegando ao mercado, era: cada vez que Beto dissesse a palavra "Engov", o ator ganharia 3 mil cruzeiros (o salário da Tupi era de 900 por mês). "Só num capítulo, falei 33 vezes, sendo 22 num telefonema!", contou Luiz Gustavo.
Beto Rockfeller foi também a primeira novela a utilizar tomadas aéreas. Os técnicos voaram de helicóptero para gravar uma cena de pesadelo do personagem-título.
Em 1970, no rastro do sucesso da novela, foi lançado o filme Beto Rockfeller, dirigido por Olivier Perroy, protagonizado pelo ator-personagem Luiz Gustavo, mas sem repercussão.
Em 1973, Bráulio Pedroso escreveu uma continuidade: A volta de Beto Rockfeller, com parte do elenco original. Não conseguiu a repercussão esperada, mas também não comprometeu o personagem.
Hoje, não existem mais os capítulos da novela. O pouco que sobrou de suas filmagens está guardado na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Quase todos os capítulos foram apagados pela própria Tupi, que usava as fitas para gravar por cima os capítulos seguintes. A Tupi já passava por dificuldades financeiras e todos os projetos que apareciam tinham de ser feitos com baixos custos, mas que trouxessem lucros para a emissora.
Tupi - 20h
De 4 de novembro de 1968 a 30 de novembro de 1969
Novela de Bráulio Pedroso
Escrita por Bráulio Pedroso, Eloy Araújo, Ilo Bandeira e Guido Junqueira
Criação de Cassiano Gabus Mendes
Direção de Lima Duarte e Wálter Avancini
Trama:
Alberto - ou Beto, como é mais conhecido - é um charmoso representante da classe média baixa que mora com os pais, Pedro e Rosa, e a irmã, Neide, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, e trabalha como vendedor em uma loja de sapatos na Rua Teodoro Sampaio.
Com sua intuição e perspicácia, o vendedor Beto se transforma em Beto Rockfeller, primo em terceiro grau de um magnata norte-americano, e consegue penetrar na alta sociedade, através de sua namorada rica, Lu, filha dos milionários Otávio e Maitê. Assim, ele consegue frequentar as badaladas festas e as rodas da mais alta sociedade paulista.
Quem Beto preferirá afinal? A temperamental Lu, garota sofisticada e rodeada de gente importante; ou a inocente Cida, a humilde namoradinha do subúrbio? A contradição será explicada através de seu nome: Beto, humilde e trabalhador do bairro simples, e Rockfeller, sofisticado e badalado da Rua Augusta, lugar muito frequentado pela alta roda nos anos 60.
Enquanto vacila entre os dois extremos, a grã-finagem dobra-se ante seu maniqueísmo, e ele tem de fazer toda ordem de trapaça para que sua origem - que já não é segredo para Renata, uma jovem grã-fina decadente - não seja descoberta. Para se safar das confusões, o bicão Beto conta sempre com a ajuda dos fiéis amigos Vitório e Saldanha.
Elenco e Núcleos:
LUIZ GUSTAVO - Beto Rockfeller
BETE MENDES - Renata
DÉBORA DUARTE - Lu
ANA ROSA - Cida
PLÍNIO MARCOS - Vitório
IRENE RAVACHE - Neide
WÁLTER FORSTER - Otávio
MARIA DELLA COSTA - Maitê
MARÍLIA PÊRA - Manuela
RODRIGO SANTIAGO - Carlucho
YARA LINS - Clô
JOFRE SOARES - Pedro
ELEONOR BRUNO - Dirce
WALDEREZ DE BARROS - Mercedes
RUY REZENDE - Saldanha
WLADIMIR NIKOLAIEF - Lavito
HELENO PRESTES - Tavinho
ESTER MELLINGHER - Tânia
MARILDA PEDROSO - Mila
PEPITA RODRIGUES - Bárbara
RENATO CORTE REAL - Bertoldo
ETTY FRASER - Madame Waleska
LIANA DUVAL
ALCEU NUNES
LUÍS AMÉRICO - Tomás
GÉSIO AMADEU - Gésio
ZEZÉ MOTTA - Zezé
MARILU MARTINELLI
LOURDES MORAES - Magda
JAYME BARCELLOS - Fernando
DIAS BARRETO - Secundino
LIMA DUARTE - Domingos / Duarte / Manoel Maria / Conde Wladimir / Secundino
1971
TV Tupi - 21 Anos
Comemoração dos 21 anos da TV Tupi no programa Almoço com as Estrelas.