22.8.09


Folha
O embate Record x Globo chega aos documentários. A Record comprou na quarta-feira (19) os direitos de “Muito Além do Cidadão Kane”, produção inglesa de 1993 com pesadas críticas à Rede Globo. Em contra-ataque, a Globo negocia “Universal, Uma Ameaça ao País dos Crentes” (2002), documentário francês inédito no Brasil e no YouTube.
Embora só tenha comprado o documentário “anti-Globo” esta semana, a Record já vinha exibindo trechos da obra em seus telejornais, no “Repórter Record” e durante as madrugadas, em programas religiosos. Entre os críticos dos métodos globais que aparecem em “Muito Além do Cidadão Kane” está o presidente Lula, apresentado então como sindicalista.
“Se você tem um instrumento de comunicação que, por dia, fala com 70 milhões (…) e o controle das mensagens (…) é ordenada ideologicamente por um mesmo senhor [Marinho], aí descaracteriza qualquer possibilidade de democracia”, diz Lula no filme.
A Globo, por sua vez, negocia o documentário “anti-Universal”, produzido para a TV católica francesa KTO. Nele, o bispo Edir Macedo é retratado como o líder de uma legião de fanáticos que leva uma vida de “miliardário” (termo usado no filme). “A gente apertava a mão de Macedo com medo, pois era como apertar a mão do próprio Deus”, depõe em vídeo Marcelo Gonzales, ex-membro arrependido da igreja.
O documentário acusa a Universal, entre outras coisas, de ter obrigado pastores a fazer vasectomia nos anos 90, mas também questiona se a Igreja Católica não é “culpada” por ter deixado sua rival neopentecostal crescer por tanto tempo sem fazer nada para contra-atacar.
A Record também entra na linha de fogo. O filme retrata a relação estreita entre igreja e emissora de TV que, segundo a produção, não passa de um meio para Macedo aumentar sua própria influência política. A certa altura, entrevista o atual senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que admite que o governo “aceitou” a venda da Record para uma igreja, embora isso fosse, à época, vetado pela Constituição.
Já “Muito Além do Cidadão Kane”, que está na íntegra no Google Videos, foi idealizado como programa em quatro blocos para o canal inglês Channel Four, em 93. Convencionou-se chamar essa obra de documentário porque, depois da TV, os blocos foram unidos e vendidos na íntegra em CDs e fitas piratas no Brasil e em outros países.
A Globo também tentou comprar os direitos dessa obra, mas desistiu quando o produtor britânico John Ellis informou que as licenças para exibição em público já tinham sido vendidas a outras organizações.
Procuradas, Record e Igreja Universal não se manifestaram por “desconhecer o conteúdo do documentário francês”. A Globo não se manifestou sobre a compra de “Muito Além do Cidadão Kane” pela Record.

28.7.09


* A Tupi TV nada mais é do que a “nova” marca da TV Mundial, que já foi TV CBS, que dedica praticamente toda a programação à exibição de clipes.
Está no ar a TV Tupi!
Quem imaginou que nunca veria a TV Tupi, se enganou. Infelizmente, não se trata da volta da pioneira, mas da consolidação de um boato relativamente antigo: a transformação da TV CBS em TV Tupi.
De acordo com informações de Wladimir Rudovas, postadas na comunidade da TV Tupi no Orkut - na comunidade da “verdadeira” -, desde 03 de fevereiro a TV Mundial, ex-TV CBS, passou a se chamar Tupi TV. Ao fazer uma busca no Orkut, aparecem duas comunidades sobre “nova” TV Tupi: “TV-TUPI MUNDIAL. ÚNICA OFICIAL” e “COM OFICIAL- TV TUPI”. No Google, achei um post do Vcfaz.net confirmando a mudança; o artigo sobre a TV Mundial na Wikipédia também confirma.
A programação continua a mesma: nada, só um vitrolão de clipes, como é desde quando tinha algum sinal no canal 52 em São Paulo.
O site da Rede Mundial de Comunicação continua em construção, com link para o site da TV Mundial, também em construção, onde não consegui ver a programação ao vivo.
Já imaginava que a antiga Rede CBS não desistiria da ideia de transformar seu canal de TV em Tupi, como já faz com rádios AM e FM.

O Jornal Nacional, depois me diga por quê, está concorrendo pela 5ª vez em sete anos ao Emmy Awards, o maior prêmio da televisão mundial. Tudo bem que o JN é referência em jornalismo no Brasil, mas das três uma: ou é verdade, ou não procuramos direito, ou fingimos que não estamos vendo jornais melhores na tevê brasileira. A própria Globo tem formatos melhores, como o Bom Dia Brasil.Mas se a Academia, seguindo a tendência dos brasileiros, escolheu o Jornal Nacional para finalista, nós nos resta ter calma. Se não ganhou em 7 anos, quando era exatamente igual ao que era hoje (inclusive apresentadores e cenário), vai ganhar o Emmy agora?

25.7.09

TV JB -A Tv de Vida Mais Curta do Mundo!!!





Foi, provavelmente, a emissora brasileira com vida mais curta. Começou suas transmissões no dia 17 de abril, pela CNT, e terminou no dia 17 de setembro, pela Rede Brasil. A TVJB, na sua curtíssima existência, desmentiu a máxima de que tudo que é bom dura pouco. Primou por uma grade confusa - as mudanças eram constantes - e por som e imagem inferiores às suas concorrentes. A programação ia de 18h à meia-noite e entre as atrações estavam a fraca novela "Coração navegador", o "Telejornal Brasil", de Boris Casoy, o show de variedades "Ney e Nani", com Ney Gonçalves Dias e Nani Venâncio, um talk show com Augusto Nunes e um programa do deputado, costureiro e apresentador Clodovil, entre outros. A TVJB passou para a Rede Brasil, em UHF, no dia 10 de setembro, sem que as razões do fim do acordo com a CNT, que reassumiu todos os horários do canal, fossem divulgadas. Uma semana depois, a TVJB saiu definitivamente do ar.

A Viagem Definitiva de Eduardo Campos




Morreu 19 de setembro de 2007 em Fortaleza o diretor-presidente da Ceará Rádio Clube e membro do Condomínio Diários Associados, Manuel Eduardo Pinheiro Campos (85), natural de Guaiúba (Região Metropolitana de Fortaleza). Radialista, jornalista, escritor, teatrólogo e um dos homens fortes da Rede Tupi (TV Ceará - Canal 2), Eduardo Campos.Campos era o diretor-presidente da Ceará Rádio Clube e membro do Condomínio Diários Associados.
Leia a notícia completa abaixo:
Cearense, radialista, jornalista, escritor, teatrólogo e pesquisador, Manuel EDUARDO Pinheiro CAMPOS faleceu aos 84 anos, em 19 de setembro de 2007, devido a complicações de um Acidente Vascular Cerebral.
Atuante na literatura, dramaturgia e jornalismo, seu itinerário conta com mais de 70 livros publicados, ocupando assim a honrosa posição de segundo lugar em número de publicações dentre escritores cearenses, atrás apenas do prolífero Gustavo Barroso.
Foi autor de alguns dos mais célebres textos do teatro cearense, sendo detentor das peças mais representadas no Ceará, a citar O Morro do Ouro, A Rosa Lagamar, A Donzela Desprezada e Nós, As Testemunhas; além de textos dramáticos para a televisão como As Tentações do Demônio, O Amargo Desejo da Morte e A Morte Prepara o Laço, todas apresentadas na TV Ceará, Canal 2, de Fortaleza criada por ele.
É lembrado por ter sido um intelectual criativo, com atuações diversas - socioculturais, classistas, comunitárias e no setor público, e também por sua simplicidade no trato com os amigos e por seu elevado grau de ponderação em situações conflituosas.
Notabilizou-se como homem das letras - contista, dramaturgo, folclorista, romancista e estudioso das coisas e de sua terra, deixando enorme legado de textos com a expressão de seu louvor pelo Ceará. Deixa um último presente para o seu estado natal: como Presidente do Instituto Histórico do Ceará, preparava o memorial do Barão de Studart, espaço interativo de reflexão sobre a instituição e a cidade de Fortaleza.
Com a sua morte, desaparece um dos últimos integrantes da primeira onda do Grupo Clã de Literatura e Arte - o grupo literário mais importante da história das letras do Ceará, bem como da cultura acadêmica, fundado por ele na década de 40.
Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará e bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.
Foi Presidente da Academia Cearense de Letras; idem da Academia Cearense de Retórica; idem da Comissão Cearense de Folclore; idem do Conselho Estadual de Cultura; fundador da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão e seu primeiro presidente; Secretário de Cultura em dois Governos do Estado do Ceará; Diretor dos jornais Correio do Ceará e Unitário, Rádio Araripe e TV Ceará Canal 2.
Homem muito ativo, trabalhou até seus últimos dias como Membro da Comissão Executiva do Condomínio Acionário das Emissoras e Diários Associados, e seu Diretor-Cabecel; Diretor Presidente da Ceará Rádio Clube; Presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Antropológico do Ceará; Presidente do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado do Ceará; Presidente do Sindicato das Empresas Proprietárias de Emissoras de Rádio e Televisão de Fortaleza; e Presidente da Associação de Assistência à Maternidade-Escola Assis Chateaubriand.
O Diário do Nordeste em sua edição de 16/09/2007 diz sobre Eduardo Campos: Embora não tenha alcançado notoriedade no resto do Brasil, no restrito espaço da crítica literária, Eduardo Campos tem seu nome gravado em alguns importantes compêndios de História da Literatura. Assim, está presente em A Literatura no Brasil, de Afrânio Coutinho, pelo menos no ensaio de Herman Lima: 'folclorista de altos méritos, tem, naqueles livros (refere-se aos três primeiros da bibliografia do contista), alguns contos regionais e psicológicos da melhor marca.